III Expedição Laulima – "I love youris"
Itaitu, 09 a 11 de Junho de 2017
E aqui estamos nós, em mais uma expedição, na nossa terceira
expedição. E dessa vez fizemos a ponte para um paraíso no norte da Chapada
Diamantina, em Itaitu. Erámos 8 pessoas confirmadas até às 15:30hr da
sexta-feira, dia 09 de junho, data da nossa saída para a nossa aventura, porém
Vilela me liga e pergunta se ainda tem vaga e diz que iria junto com Laira (sua
namorada). Sendo assim, fechamos dois carros e só faltavam os ajustes finais. Às
20hrs todo mundo estava reunido e pronto para sair, só faltava Yanka que
iriamos pegar quando chegássemos a Senhor do Bonfim. Paramos em Bonfim e
resolvemos colocar as barracas e uma mochila no teto de um dos carros, já que
tinha o suporte e estávamos todos apertados com mala, violão e barracas nos
colos.
Tudo pronto e todos reunidos, seguimos viagem para nosso
camping em Itaitu. Chegamos ao camping já era perto de 1hr da manhã, já estávamos
cansados e por estar tudo escuro não sabíamos de fato onde íamos estacionar os
carros, todo mundo desceu dos carros e fui andando até uma estradinha dentro da
área do camping e falei para Vilela levar o carro mais pra frente. Ele foi
levando o carro no escuro, quando chegou perto onde ia estacionar, ouviu um
fungado no banco de trás que fez sentir um frio gigante no espinhaço. Tudo passou
quando ele olhou para trás e percebeu que Géssica havia ficado dormindo dentro
do carro. kkkkk
Descarregamos os carros e fomos montar o acampamento, uns estavam
mais dormindo do que acordados, porém a fome era grande e depois do acampamento
montado, resolvemos fazer uns sanduíches passados na frigideira (a maioria saiu
um pouco queimado, mas a fome era maior do que qualquer defeito na comida).
Questionada se iria querer sanduíche, Mamá falou que iria era dormir, que a
fome já havia passado e foi direto para a barraca. Alimentos e prontos para
dormir, todos entraram nas suas barracas e fomos dormir. Todo mundo calou e a
voz de quem que ouvimos?! Mamá e Géssica não paravam de conversar, todo mundo
dormiu e as duas ficaram lá no maior do bate-papo, sabe lá até que horas.
(Quando fui dormir já se passava das 2hrs).
Passada o resto da madrugada, o despertador tocou 6hr da
manhã. Me levantei e fui sacudir barraca por barraca, para todo mundo acordar e
irmos fazer o café. Enquanto o pessoal ia adiantando uma parte do café, Walter,
Mamá e eu fomos até a vila atrás de um cuscuzeiro, pois Walter não havia levado
a cuscuzeira (-.-). Voltamos com uma pequena cuscuzeira e alguns pães e
comunicamos que já havíamos comida na vila e que eles podiam fazer a comida
delas, gerou uma pequena revolta, mas logo negamos e fomos fazer o café. Muito
cuscuz, pão, ovo, leite, café.
Nosso cronograma era ir para a cachoeira Véu de Noiva no sábado
pela manhã, mas devido as situações resolvemos ir para Cachoeira da Arapongas.
Ainda estava um pouco nublado e a serra que seguia ao nosso lado só deixava o
local mais contagiante. Paramos o carro na cerca, tiramos uma foto para
registrar (pelo menos era a intenção), e a partir dali era preciso caminhar,
uma trilha tranquila.
Daniel foi à frente e voltou falando que tinha uma vaca
parida e que poderia ser perigoso, ficamos receosos, mas passamos sem nenhum
problema. Andamos um pouquinho e chegamos no lago artificial, local que renderam
belas fotos e causou uma sensação muito boa em todos que estavam ali pela
primeira vez.
Seguimos para a cachoeira da arapongas e logo bateu a
vontade do banho, os meninos nadaram um pouquinho e logo seguimos um pouco mais
para cima para o Poço da Geladeira (imagine o porque do nome).
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| Poço da Geladeira: da esq. p/ dir.: Laira, Mamá, Yanka, Géssica, Vilela, Lorena, Walter, Thiago, Valverde e Daniel |
Ao chegar lá, logo falei que tinha um local melhor para
banho, de pronto o pessoal hesitou e disse que ali estava bom. Então segui para
lá e vieram atrás de mim, Walter, Vilela e Valverde e logo em seguida Daniel
chamou Lorena para ir junto. Quando chegamos lá, Vilela disse que ia ficar com
muita raiva se não tivesse ido lá para cima e depois lesse na crônica e visse
as fotos (ia mesmo kkkkk). Logo decidimos ir chamar as meninas para que a gente
ficasse tomando banho ali. Então voltamos, juntamos todas as coisas e levamos
as meninas até lá. Quando chegou lá em cima, Laira falou a mesma coisa que
Vilela, que iria ficar com raiva se não tivesse subido. Ali ficamos um bom
tempo, tomamos banho e comemos uma melancia.
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Já passava das 11:30hr e resolvemos voltar para a vila para
almoçar. Almoçamos em prestação, mas nos alimentamos e partimos às 15hrs para o
cartão postal da vila, a Véu de Noiva. Pegamos a trilha para ir para o topo da
cachoeira, ainda não sabíamos se faríamos rapel, mas a intenção era ficar lá em
cima e ver a lua nascendo, era lua cheia e ela ir nascer muito laranja. Quando
chegamos lá em cima, tinha dois cachorros de Ameixa soltos por lá, o que causou
um pouco de medo em alguns, mas tudo foi tranquilo e logo encontramos Ameixa lá
em cima, um parceiro da escalada e rapel.
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| Conversa com Ameixa |
O rapel não rolou, a noite foi começando a cair, e o frio
começando a bater e nada da lua. Resolvemos acender uma fogueira com uns
pedaços de madeira que já estavam cortados nas pedras, para diminuir aquele
frio em que o vento batia e parecia que estava cortando a pele.
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| Fogueira na véu |
Deu 18hrs e nada da lua aparecer, o frio só aumentava estávamos
todos cansados, Valverde já estava dormindo sentado, estava ficando insuportável
ficar ali. Resolvemos apagar a fogueira e descer para o camping. Pegamos as
lanternas e fomos fazer o caminho de volta no escuro. Walter, Mamá, Géssica e
Valverde foram na frente, acho que algum deles estava querendo usar o banheiro,
e o restante ficou mais para trás. Quando estávamos chegando nos carros, Vilela
falou “Já chegamos, olha a lanterna dos meninos”, porém essa lanterna era a lua
que estava enorme e muito laranja, foi um momento único registrado em nossas memórias.
Seguimos para o camping, algumas pessoas foram tomar banho e
enquanto isso, eu fui recolher um pouco de lenha seca para fazer o churrasco.
Um pessoal foi comprar pão para o café da manhã do dia seguinte e um pouco de
pasta de alho para colocar na churrasqueira. O molho de alho pronto, fomos
provar e estava sal puro, era molho para tempero. Lá foi Daniel na vila comprar
mais alho e maionese para tentar diluir o sal. Com tudo pronto, decidimos
acender o fogo. Um hippie que estava acampado próximo da gente, logo se
prontificou para acender o fogo. Tínhamos pouca lenha, ele pegou um facão e
pediu uma lanterna emprestada e disse que ia pegar mais lenha seca para a gente
no meio do mato, e lá foi o hippie. Quando volta, vem com um monte de lenha,
era lenha para a noite toda. Rimos um pouco brincamos e agradecemos, e ele se
despediu dizendo o seguinte: “I love youris, vocês todos”. Ninguém aguentou, todos
caíram na gargalhada e rindo nos despedimos e ele foi jogar dominó com os
amigos.
Abrimos a carne e um dos pacotes estava podre, pense numa
catinga. Mesmo assim, ainda tinha muita carne, todo mundo se alimentou muito
bem e ainda deu para retribuir a ajuda do hippie, dando um pouco de carne
também. A felicidade deles ficou estampada nos seus rostos. Todo mundo
arrasado, só deu tempo de quem ainda não tinha tomado banho, tomar. Todo mundo foi para as suas respectivas
barracas. Já era mais de 22hrs, e alguns ficaram acordados tocando violão e cantando.
E foi quando Walter começou a cantar
Chão de Giz de Zé Ramalho, para quem não sabe é a música em que o refrão é: “No
mais, estou indo embora (3x)”. Depois de repetir o refrão, eu respondi
espontaneamente: “Homi, deixe para ir quando for”. Foi o motivo para todo mundo
cair na gargalhada (kkkkkkk). Após a risada, ele parou de cantar e foi contar a
história de Zé Ramalho. No mais, eu já estava dormindo.
Combinamos de acordar às 8hrs para ir para o poço da véu de
noiva, porém estava tendo a festa do padroeiro da vila e 4:30 da manhã o padre
começou a gritar no microfone para o povo da vila acordar. Levantei, fui ao
banheiro e voltei para a barraca. Quando deu 5:30, acordamos com os hippies
brigando porque uma tinha acordado cedo e o outro queria dormir mais e foi
acordado. Entre nós o silêncio reinava (kkkkkk). Resolvi levantar, e ir comer
logo. Acabou que todo mundo acordou cedo, e fomos adiantar para ir mais cedo
para a veú, voltar mais cedo e almoçar logo em Senhor do Bonfim, invés de comer
em Itaitu.
Enquanto estávamos desmontando o acampamento, Ameixa chegou
e soltou os cachorros, foi uma festa só e todo mundo querendo levar um pra
casa.
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| Chuva e Garoa |
Tudo desmontado, nos despedimos de Ameixa e seguimos para a
Véu de Noiva. Quando chegamos lá, foi outra surpresa para quem não conhecia e
Mamá falou: “Quando eu não conhecer um local, não deixe eu decidi se devo ir ou
não”. Ficou registrado como ponto a ser anotado.
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| Cachoeira Véu de Noiva |
Ali ficamos um bom tempo, uns foram nadar um pouco no poço,
outros fazer um boulder leve e brincar na rocha. Voltamos e fomos comer um
abacaxi, enquanto nos arrumávamos para voltar para vila e ir embora. Durante a
arrumação, parei um pouco para explicar um pouco do que o nosso grupo
representa e qual a nossa intenção com essas atividades. De sobra, aproveitamos
para convidar mais dois amigos para participarem do grupo como participantes
ativos, Vilela e Laira foram convidados e aceitaram. Laira se surpreendeu com o
convite, pois não tinha noção de que seria convidada também.
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| Laira e Vilela, após o convite |
Arrumamos tudo, e pegamos a trilha de volta para os carros. Chegamos ao carro e enquanto alguns trocavam de roupa, resolvi tomar um caldo de cana. Entramos no carro e seguimos para a vila, chegando lá alguns pararam no restaurante para dar sinal de vida pelo wi-fi e seguimos viagem. Nesse ponto já estávamos todo com fome, já passava das 12hrs. Chegando em Senhor do Bonfim fomos comer no famoso Peixe do Bó, um peixe frito delicioso e muito barato. Encerramos a expedição com chave de ouro e pra completar pegamos um pôr do sol lindo na estrada de volta. Que venham as próximas expedições e atividades!
Até a próxima galera!
Thiago Mattos










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