Serra do Mulato – Ô surra bem dada
Juazeiro, 17 de Junho de 2017.
E mais uma vez encaramos a Serra do Mulato, mas desta vez
tentamos ser mais prevenidos, e no dia 15/06/2017, no feriado da quinta-feira,
fui com Valverde até as proximidades procurar a trilha de carro que vai até o
pé da serra. Passamos toda a manhã do feriado procurando pela bendita trilha,
conversamos com muitos locais e até encontramos uma trilha que dava bem perto,
mas não era a que queríamos. Quando estávamos indo embora, um pouco frustrados
por não encontrar a trilha. Paramos em um bar para tomar uma água e comer
alguma coisa, pois já estávamos a 6 horas procurando a trilha. Conversamos com
a dona do bar, e ele disse que tinha um rapaz chamado Josué e que ele conhecia
a trilha, pegamos o número dele e fomos embora. Ligamos para ele e ele disse
que queria ir com a gente.
Éramos 10 até a noite do dia 16, até que Géssica e Mamá
tiveram alguns contratempos e tiveram que abortar a ida. E na madrugada John e
Gleidson também abortaram. Reduzimos de 10 para 6 em algumas horas, mas não
podíamos deixar a oportunidade de subir na Serra do Mulato de uma vez por
todas. Todos acordados às 4 da manhã e
prontos, fomos até a feira comer tapioca para seguirmos para a serra. Já estávamos
preparados para encarar pelo menos 25km de trilha, até que encontramos com
Josué no povoado do Junco e ele disse que “sabia” chegar no povoado que dava no
pé da trilha, graças ao mapa que Vilela mostrou.
Ele entrou no carro e seguimos para a trilha e aí já começou nossa aventura, pois nosso guia acabou errando a estrada (kkkkkkkk).
Ele entrou no carro e seguimos para a trilha e aí já começou nossa aventura, pois nosso guia acabou errando a estrada (kkkkkkkk).
Voltamos um pouco e ele bateu na porta de um aldeão e ele
indicou por onde tínhamos que ir. E lá fomos nós seguindo para o pé da serra,
uma trilha com ótima rodagem à 10/hr J.
Chegamos no limite dos carros e paramos para nos equipar. Já era 08:46hrs quando
entramos na trilha que daria no alto da Serra do Mulato.
A trilha é aberta e bastante íngreme, os que nos forçou a
fazer duas paradas para descansar. Estávamos otimistas a de uma vez por todas
conseguir ter a visão panorâmica no alto da serra. As paradas era tranquilas e
durava em torno de 10 minutos. O nosso guia ainda estava um pouco perdido, mas
mantivemos a subida pela trilha, ele queria tirar pelo meio da caatinga fechada.
Durante a subida já conseguíamos ver a beleza em torno da
gente, a serra é muito alta e conseguíamos ver muita coisa ao redor, e já imaginávamos
como seria a visão panorâmica. A todo momento chegava mensagem no celular de
Vilela, por incrível que pareça, a internet dele estava funcionando e ele
matinha contato o tempo todo. Chegamos ao topo da serra e aí começou o desgaste
físico. Nosso guia não lembrava a trilha que ia dar no mirante, e tivemos que
começar a abrir trilha com os facões. Escolhemos um local e começamos a abrir a
trilha, íamos beirando a serra e ao nosso lado víamos a Serra do Parafuso. A
todo momento parávamos para fotografar.
No começo, ficaram abrindo trilha Josué e Valverde até que o
apelido de Valverde se fez presente na trilha, o dito A02, ele abrindo a trilha
e foi derrubar uma árvore seca, porém ao invés de derrubar para o lado, ele
derrubou para trás e a árvore caiu na minha cabeça (-.-). Parei um pouco para respirar e assimilar a dor
e seguimos abrindo a caatinga fechada. Começamos a pegar os grandes facheiros como
referência, porém Vilela insistia em dizer que era Mandacarus, devido o tamanho
dos cactos. Essa discussão durou toda a trilha (kkkkkk). Nosso guia ia levando
a gente a andar em zig-zag, e acabamos perdendo bastante tempo nessa jornada. Quanto
mais andávamos, parecia que mais longe estava o mirante. Já era 14:30hrs e
decidimos parar almoçar e descansar um pouco. Montamos uma
tenda e fomos comer.
Após o almoço, deitamos um pouco nas pontas de pedras e não
demorou muito e todos já estavam cochilando. Ficamos até 15:15hrs deitados e
decidimos seguir para o mirante.
Andamos mais uma hora e nada de chegar perto. Decidi subir
em uma árvore para ter uma visão mais ampla e ter noção melhor da distância, até
que percebemos que estávamos muito longe ainda.
Receosos com pegar a trilha fechada no escuro, decidimos
voltar e abortar mais uma vez a vista panorâmica, já era 16:30hrs. Avisei que
tinha uma surpresa e que tínhamos que parar para em um ponto na volta. Paramos
e eu tirei da mochila a nossa bandeira.
Demoramos três horas para fazer o caminho de ida na mata
fechada e demoramos apenas 40 minutos para fazer o caminho de volta. Não
conseguimos chegar ao mirante, mas fomos contemplados com um perfeito
pôr-do-sol no topo da serra.
Começamos a descer e começou a escurecer, ligamos as
lanternas e continuamos a descer. Infelizmente, havia alguns membros do grupo
com o “corpo podre” e voltamos todo o caminho de volta correndo deles. Chegamos
em uma bifurcação e bateu a dúvida por qual caminho devíamos seguir, pois ninguém
estava conseguindo identificar nenhuma das duas. Decidimos ir por uma e fomos
felizes. Quando estávamos chegando no carro, ouvíamos cachorros latindo e vimos
uma fogueira. Fomos chegando perto e os cachorros não paravam de latir, Josué
gritou para que os caçadores entendessem que erámos exploradores e não causar
nenhum tipo de alvoroço. Mas eles não prenderam os cachorros e foi um momento
meio tenso passar por eles. Todo mundo com medo de tomar carreira dos cachorros
(kkkkkk).
Chegamos aos carros e começou a chover, era mais uma
tentativa frustrada de chegar ao mirante do mulato. Mas estamos ainda mais
otimistas que da próxima vez esse mirante não escapa. Nossa próxima subida para
lá, já sabemos que precisamos acampar lá em cima para conseguir chegar ao
mirante e aproveitar a vista com a calma que ela merece. Valeu galera, e até a próxima aventura.
Thiago Mattos











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